Na noite de segunda-feira, 4 de maio, a Praça Prefeito Jayme Lago (Praça do Livro até o dia 10 de maio), respirava literatura e música ao mesmo tempo. Envolta por uma neblina densa, dessas que silenciam a pressa e convidam à contemplação, a praça ganhou um ar quase etéreo, como se o próprio cenário tivesse sido preparado para acolher a arte em sua forma mais sensível. Foi nesse ambiente que a Orquestra de Concertos de Erechim subiu ao palco.
Aproximação de diferentes mundos sonoros
Sob a regência precisa e inspirada do Bernardo Grings, a noite foi conduzida por um repertório que transitou entre o universal e o regional, aproximando diferentes mundos sonoros em uma mesma experiência coletiva.
Pertencimento e emoção
A neblina, longe de afastar o público, pareceu unir ainda mais os presentes. Famílias, jovens e apaixonados pela música permaneceram atentos, envolvidos por cada acorde que ecoava na praça. Entre os momentos mais marcantes, a interpretação de “Desgarrados” trouxe um tom de pertencimento e emoção, potencializado pelas vozes delicadas do Coral Madrigal, que se entrelaçaram à orquestra como uma extensão natural da própria melodia.
Território onde as artes dialogam
Havia algo de simbólico naquela cena. Livros ao redor, música no ar e pessoas reunidas pelo desejo genuíno de vivenciar a cultura. A Feira do Livro, que segue até o dia 10 de maio em Erechim, é ampliada além do literário. É um território onde as artes dialogam, e a música, aquece quem se dispõe a escutá-la.