A Cooperativa Nossa Terra reuniu produtores rurais, técnicos e parceiros na Unidade 03, em Ponte Preta, para dar início ao Projeto Agricultura Regenerativa. A iniciativa, que tem caráter permanente, trabalha a transição para sistemas produtivos com menor dependência de insumos externos, e tem como destino final o milho não transgênico para produção de farinha.
O projeto começa pela cultura do milho. Oito propriedades rurais nos municípios de Ponte Preta, Erechim, Viadutos, Tapejara e Jacutinga vão implantar aproximadamente 35 hectares neste ciclo. Outras quatro unidades demonstrativas, de um hectare cada, servirão como espaços de referência para encontros técnicos e capacitações práticas.
A execução técnica é compartilhada com o CAPA (Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia) e o Centro de Terapias Integrativas Moinho. Durante o lançamento, o CAPA apresentou o plano de manejo para as propriedades participantes. O Moinho abordou o uso da homeopatia no campo, com foco no equilíbrio dos processos produtivos dentro de cada propriedade.
O ferramental previsto inclui bioinsumos, homeopatia e acompanhamento técnico ao longo da safra. Para o engenheiro agrônomo Marcos Crestani e o diretor agropecuário Bernardo Arsego, a combinação dessas práticas visa reduzir custos e melhorar o resultado econômico das propriedades sem abrir mão de eficiência produtiva.
Arsego foi direto sobre o que a cooperativa busca com a iniciativa: “Queremos identificar e disponibilizar tecnologias e técnicas que contribuam para a redução dos custos de produção, o aumento da renda das famílias rurais e a sustentabilidade das propriedades. Soluções que sejam tecnicamente eficientes, economicamente viáveis e alinhadas às exigências do mercado.”
O presidente Adelmir Gaiardo conectou o projeto ao papel que a cooperativa quer exercer: “Projetos como este demonstram a capacidade do cooperativismo de unir pessoas, conhecimento e oportunidades em favor do desenvolvimento sustentável. Acreditamos que a cooperação é o caminho para agregar valor à produção, fortalecer os agricultores e construir um futuro mais próspero para nossas comunidades.”
Gaiardo também convidou os presentes a acompanhar as atividades do aniversário de 25 anos da Nossa Terra, previstas para o decorrer do ano.
O projeto não é pontual. A ideia é construir, ao longo dos ciclos, a base produtiva para fornecimento de milho não transgênico destinado à fabricação de farinha, consolidando uma cadeia dentro da própria cooperativa.