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Economia

Pela 1ª vez no ano, Erechim sofre revés na geração de empregos

Indústria, Comércio e Construção fecharam 72 vagas. O saldo negativo não foi maior porque o segmento de Serviços criou 63 novos postos de trabalho

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Mesmo fechando 24 postos de trabalho em maio, a indústria é o segmento que mais gerou novas vagas em
Por Rodrigo Finardi
Foto Spencer Davis/Unsplash

Após registrar quatro meses no positivo (de janeiro a abril), o município de Erechim amargou números negativos na geração de empregos formais em maio. É o que aponta os números do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados no final da tarde do dia 30 de junho. No geral foram 1.963 contratações e 1971 demissões (saldo -8).

72 vagas fechadas em três segmentos

Três segmentos – Indústria, Comércio e Serviços -, fecharam 72 vagas. Os números não foram piores, pois o setor de Serviços teve um mês bom em maio, abrindo 63 vagas. Desta forma, manteve no geral, apenas oito vagas fechadas na geração de empregos na formalidade.  

Mês a mês em 2026

Em 2026, em janeiro iniciou o ano abrindo 327 vagas, o melhor mês do ano. Em fevereiro, outro mês muito bom, com criação de 321 postos e outros 319 em março. O mês de abril, até então, era o pior mês do ano, mesmo assim foram 135 novas vagas.

1.088 vagas no ano e 42.598 trabalhadores com carteira assinada

Apesar do mês de maio negativo, o ano segue no positivo. Foram criadas 1.088 novas vagas de empregos formais (11.309 contratações e 10.221 demissões. Com a atualização de maio, Erechim mantém 42.598 trabalhadores com carteira assinada.

Desde 2020, mais de 8,8 mil novas vagas

 Desde que entrou em vigor o novo Caged em 2020, Erechim criou 8.868 novas vagas. A seguir ano a ano.

2020: 466 vagas criadas (242 vagas de estrangeiros: 51,93%).

2021: 1.684 vagas criadas (estrangeiros perdem 32 vagas: negativo de 1,90%).

2022: 1.147 vagas criadas (261 vagas de estrangeiros: 22,75%).

2023: 1.566 vagas criadas (866 vagas de estrangeiros: 55,30%).

2024: 1.147 vagas criadas (977 vagas de estrangeiros: 85,17%).

2025: 1.770 vagas criadas (736 estrangeiros: 41,58%).

2026: 1.088 vagas criadas em cinco meses (301 estrangeiros – 19,11%)

Total:  8.868 vagas criadas (3.351 estrangeiros – 37,78%).

 

Quanto cada segmento representa

Levantamento revela quanto cada segmento contratou e o percentual que representam, desde que foi criado o novo Caged em 2020.

Indústria: 4.262 vagas criadas (48,06% do total).

Serviços: 2.938 vagas criadas (33,13% do total).

Comércio: 1.017 vagas criadas (11,46% do total).

Construção: 652 vagas criadas (7,35% do total).

Agropecuária: fechou uma vaga (0,0% do total).

 

 

Força de trabalho por segmento

Erechim mantém na formalidade, 42.598 trabalhadores em cinco segmentos. Veja a força de trabalho em cada um deles.

Indústria: 17.276 trabalhadores (40,55%).

Serviços: 14.405 trabalhadores (33,82%).

Comércio: 8.489 trabalhadores (19,94%).

Construção: 2.261 trabalhadores (5,30%).

Agropecuária: 167 trabalhadores (0,39%).

 

Indústria e serviços representam 74,37% dos empregos formais

 

 

A indústria e serviços untas possuem 31.681 trabalhadores na formalidade. Isso representa 74,37% de todas as vagas ofertadas na formalidade em Erechim.  Ano a ano, os dois segmentos se alternam na liderança de quem mais gera novos posto de trabalho.

Desde que foi implementado o novo Caged em 2020, três anos para cada um. Em 2020, 2021 e 2024 a indústria liderou (2.192 novos empregos). E os serviços se manteve em 1º lugar em 2022, 2023 e 2025 (1.796 novos empregos). Agora em cinco meses de 2026, a indústria lidera com 671 novas vagas, e os serviços em 2º com 300 postos criados.

 

27,66% das vagas criadas em 2026 são ocupadas por estrangeiros

Desde 2020, quando iniciou o novo Caged, os estrangeiros desempenham papel importante no preenchimento de vagas. Das 8.868 vagas criadas, 3.258 foram ocupadas por estrangeiros, que representa 37,78%.

Nos cinco primeiros meses de 2026, das 1.088 novas vagas criadas, 301 são ocupadas por estrangeiros, o que representa 27,66%. Foram 1.754 contratações e 1.453 desligamentos

Das 301 vagas preenchidas por estrangeiros, 208 foram na indústria. Na construção são 9 vagas. Já no comércio o saldo é de 26 vagas. Em 2026, nos serviços, são 58 novas vagas.

 

Apesar de mês ruim, indústria é quem mais contratou no ano

No mês de maio, a indústria fechou 24 vagas, com 656 contratações e 680 demissões. Foi o segundo pior desempenho entre os segmentos pesquisados. Apesar deste revês no último mês pesquisado, a indústria segue sendo quem mais criou novas vagas em 2026. São 671 postos no ano (4.260 contratações e 3.589 desligamentos), o que confirma a relevância da indústria como motor da economia erechinense.

Serviços é o melhor segmento em maio

Em maio, os serviços foi o melhor segmento da economia erechinense, com um saldo positivo de 63 novos postos de trabalho. No total foram 672 admissões com 609 demissões.  O setor segue impulsionado pela diversificação das atividades econômicas do município. No ano são 300 vagas criadas (3511 contratações e 3.211 desligamentos).

 

Construção, 91 vagas a menos em dois meses   

Depois de fechar 50 vagas em abril, novamente em maio a construção registrou números negativos. Contratou 155 trabalhadores e demitiu de suas funções outros 196.

Apesar do revés, o setor tem impacto direto na cadeia produtiva local, principalmente na prestação de serviços. No ano, são 209 novos postos de trabalho criados (1.119 admissões e 910 demissões).

 

Em 2026, comércio fechou 87 vagas

Após fechar 175 vagas em janeiro e fevereiro, se recuperou em março, com 51 novos empregos. Em abril voltou a contratar (foram 45 novos postos de trabalho). Agora em maio registrou novamente números negativos. Fechou 7 postos de trabalho, com 475 contratações e 482 desligamentos. No acumulado do ano também está no negativo, com 87 vagas fechadas (2.404 contratações e 2.491 demissões).

 Agropecuária representa 0,39% de todas vagas ofertadas

A agropecuária é o quinto segmento pesquisado pelo CAGED. Em Erechim, não representa números significativos na geração de empregos formais. Em maio, gerou uma vaga de emprego (5 contratações e 4 demissões). Já no ano, os números são negativos. Admitiu 15 trabalhadores e demitiu 20 (saldo de -5). Mantém 167 trabalhadores na formalidade, o que representa 0,39% do total de vagas ofertadas em todos os segmentos.

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