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Economia

Reforma Tributária entra em nova fase

“Nosso compromisso é seguir ao lado dos empresários de Erechim, defendendo um ambiente de negócios mais justo, competitivo e favorável ao crescimento de toda a nossa comunidade”, declara Débora Lunardi, presidente CDL Erechim

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Por Carlos Silveira
Foto Arquivo BD

 A maior mudança no sistema tributário brasileiro das últimas décadas já começou a sair do papel e entra, gradualmente, na rotina de empresas, profissionais da contabilidade e consumidores. Embora a substituição completa dos tributos ocorra de forma escalonada até 2033, o período de transição já exige planejamento e adaptação por parte do setor produtivo.

 A Reforma Tributária aprovada pelo Congresso Nacional altera profundamente a forma de cobrança de impostos sobre o consumo. No lugar de tributos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS, será implantado um modelo baseado no Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e na Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), buscando simplificar a arrecadação e reduzir a complexidade do sistema.

 Para especialistas, a principal mudança não será percebida apenas pelos governos, mas principalmente pelas empresas, que precisarão revisar processos internos, sistemas de gestão, emissão

de notas fiscais e planejamento tributário.

Mudanças começam agora

 Apesar de muitos consumidores acreditarem que a reforma produzirá efeitos apenas nos próximos anos, empresas e escritórios de contabilidade já iniciaram os preparativos.

 A fase de transição exigirá convivência entre o modelo atual e o novo sistema tributário, tornando o período especialmente desafiador para os setores produtivos.

 Além das adequações tecnológicas, empresários precisarão acompanhar constantemente a regulamentação das novas normas, uma vez que diversos detalhes ainda estão sendo definidos.

Reflexos para o consumidor

 Embora o objetivo da reforma seja simplificar o sistema e aumentar a transparência, especialistas avaliam que os efeitos sobre os preços dependerão do segmento econômico.

 Alguns setores poderão registrar redução da carga tributária, enquanto outros tendem a enfrentar aumento dos custos, especialmente durante o período de adaptação.

 Outra novidade será a maior transparência na composição dos preços, permitindo que o consumidor visualize com mais clareza o peso dos tributos incidentes sobre produtos e serviços.

Desafio para pequenas empresas

 Micro e pequenas empresas também deverão acompanhar atentamente as mudanças, principalmente aquelas enquadradas no Simples Nacional.

 Embora o regime especial seja mantido, diversos procedimentos passarão por ajustes, exigindo acompanhamento permanente dos profissionais da contabilidade.

 Segundo entidades empresariais, investir em informação e planejamento será fundamental para reduzir riscos durante a transição.

Economia busca maior competitividade

 Entre os objetivos da Reforma Tributária estão a simplificação do sistema, a redução da burocracia, o estímulo aos investimentos e o aumento da competitividade da economia brasileira.

 Especialistas também destacam que um modelo tributário mais simples tende a reduzir custos administrativos, facilitar investimentos e proporcionar maior segurança jurídica para empresas nacionais e estrangeiras.

 No entanto, o sucesso da implementação dependerá da regulamentação complementar e da capacidade de adaptação dos diferentes setores econômicos.

Impacto regional

 Para municípios com forte presença do comércio, da indústria e do agronegócio, como Erechim e região, a reforma será acompanhada com atenção.

 Empresários, cooperativas, produtores rurais e prestadores de serviços terão de compreender as novas regras para manter a competitividade e aproveitar oportunidades que poderão surgir com a simplificação tributária.

Presidente CDL Erechim – Débora Lunardi

 “Reforma Tributária: preparar-se hoje para crescer amanhã. A Reforma Tributária representa uma das maiores mudanças no sistema de impostos brasileiro das últimas décadas. Embora sua implantação seja gradual, os primeiros passos já estão sendo dados, e este é o momento para que empresários do comércio e dos serviços comecem a se preparar”, a afirmativa é da presidente da CDL Erechim, Débora Lunardi.

 

 Para ela, o objetivo da reforma é simplificar a tributação sobre o consumo, substituindo diversos impostos por um modelo mais transparente e menos burocrático. “A expectativa é reduzir a complexidade do sistema, facilitar o ambiente de negócios e proporcionar mais segurança para quem empreende”.

 

 “Ao mesmo tempo, a transição exigirá atenção. Empresas precisarão adaptar sistemas, revisar processos e acompanhar de perto a regulamentação, especialmente porque alguns setores, como o de serviços, ainda aguardam definições que poderão impactar seus custos”, pontua.

 

“Mais do que nunca, planejamento será um diferencial competitivo. Estar bem informado, contar com o apoio do contador e investir na atualização da gestão fará toda a diferença nos próximos anos. A CDL Erechim acompanha esse processo com responsabilidade e compromisso. Seguiremos promovendo capacitações, orientações e debates para que nossos associados compreendam as mudanças e possam tomar decisões com segurança”, afirma.

 

 “Acreditamos que a Reforma Tributária somente cumprirá seu propósito se preservar a competitividade do varejo, evitar o aumento da carga tributária e reconhecer o comércio como um dos maiores geradores de emprego, renda e desenvolvimento do país.

Um sistema tributário mais simples deve fortalecer quem empreende, e não ampliar o peso sobre quem produz, investe e gera oportunidades. Nosso compromisso é seguir ao lado dos empresários de Erechim, defendendo um ambiente de negócios mais justo, competitivo e favorável ao crescimento de toda a nossa comunidade”, finaliza.

 

Legenda: Débora Lunardi, presidente da CDL Erechim

Foto: Arquivo B

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