No dia 22 de agosto, quando celebramos o Dia do(a) Coordenador(a) Pedagógico(a), celebramos uma missão que vai além de organizar horários, acompanhar planejamentos, mediar situações ou pensar estratégias pedagógicas. Celebramos quem cuida de uma engrenagem humana: existem turmas, professores, estudantes, crianças, famílias, projetos, desafios, expectativas e um sistema inteiro de educação que precisa encontrar sentido, ritmo e direção.
Coordenar é cuidar do que ninguém vê. É perceber um professor que precisa de apoio antes mesmo que ele peça. É acolher uma família que chega cheia de dúvidas. É compreender que uma turma de estudantes é constituída por histórias, personalidades, necessidades e sonhos. É olhar para o currículo e lembrar que diante dele existe uma pessoa.
Educar com cuidado exige presença. E coordenar é uma das formas mais bonitas de estar presente. Na Educação Infantil, essa presença ganha o rosto e o abraço da Professora Caroline Neyhaus. Ela carrega consigo a acolhida. Há abraços que são apenas gestos e o seu abraço parece dizer: “você não está sozinho”. É um abraço cheiroso, daqueles que mães, pais, crianças e colegas reconhecem como um lugar seguro. E talvez seja justamente aí que esteja uma das maiores riquezas da educação: oferecer a esperança.
Porque uma criança que chega à escola precisa sentir que há um mundo possível diante dela. Uma família precisa confiar que seu filho está sendo cuidado. Um professor precisa saber que não está caminhando sozinho. E esperança, na educação, é ouro. É aquilo que nos faz continuar acreditando que cada criança pode aprender, crescer, descobrir e se tornar aquilo que ainda nem consegue imaginar.
No Ensino Fundamental Anos Iniciais, a Professora Catiane Schaurich acompanha um período em que o mundo começa a ganhar novas formas. As letras deixam de ser desenhos e começam a formar palavras. Os números passam a contar histórias. A criança descobre os conteúdos e um jeito de estudar, de aprender, de organizar-se e de estar na escola.
A Professora Catiane transmite calma. E há uma pedagogia silenciosa na calma. Em uma fase em que tantas descobertas acontecem ao mesmo tempo, sua serenidade ajuda a organizar o cotidiano, a colocar cada coisa em seu lugar e a lembrar que aprender é respeitar o tempo de cada um.
Algumas aprendizagens precisam de tempo para criar raízes. No Ensino Fundamental Anos Finais, a Professora Franciele Ferrari encontra um território especialmente desafiador: a adolescência. É a idade das perguntas, das mudanças, das contradições e da busca por identidade. É quando o estudante já não é criança, mas ainda está descobrindo como ser aquilo que está se tornando.
A Professora Franciele parece escolher o sorriso como uma forma de atravessar esse caminho. Não porque os desafios sejam pequenos, mas justamente porque alguns obstáculos ficam mais possíveis quando encontram leveza. Seu sorriso não ignora as dificuldades; ele lembra que é possível enfrentá-las sem perder a humanidade. Talvez educar adolescentes seja também isso: não apagar as perguntas, mas ajudá-los a atravessá-las.
No Ensino Médio, o Professor Vinícius Drey acompanha um momento em que a escola começa a apontar para aquilo que vem depois dela. O Ensino Médio é uma orientação para um novo ciclo. É quando as escolhas começam a ganhar consequências mais concretas, quando a universidade aparece no horizonte, quando profissões, sonhos, dúvidas e possibilidades passam a disputar espaço dentro de cada estudante. O Professor Vinícius acompanha esse movimento com um olhar que não quer apenas preparar para uma prova ou para uma universidade, mas para a felicidade possível nas escolhas. Porque de que adianta preparar alguém para chegar longe se não o ajudarmos a descobrir para onde deseja ir? Educar também é ensinar a escolher.
E, nas atividades extracurriculares, no Turno Inverso, no PES English o Professor Leandro Breitkreitz assume outra missão essencial: encontrar equilíbrio onde muitas coisas acontecem simultaneamente. São atividades, horários, professores, estudantes, movimentos, demandas e diferentes experiências acontecendo ao mesmo tempo. No meio dessa complexidade, o Professor Leandro exerce a fluidez: aquilo que permite que tudo se movimente sem perder o sentido.
Porque coordenar não é simplesmente colocar cada coisa em um lugar. É fazer com que todas as coisas consigam acontecer. E talvez seja essa a beleza escondida na coordenação pedagógica e na supervisão educacional: cada ser humano possui um jeito particular de cuidar, mas todos trabalham para uma mesma finalidade, fazer com que a educação aconteça com sentido e o jeito franciscano de educar pulse em cada coração.