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Opinião

Brasil um player mundial

País abençoado por Deus, mas e o povo!

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Roberto Ferron
Por Engº. Florestal Roberto M. Ferron – Consultor Florestal/Ambiental
Foto Roberto M. Ferron

O Brasil já é considerado uma potência emergente por diversos motivo, tais como:

1º) Economia e Território: a) somos a 5º maior país do mundo em área e 7º em população - mercado interno gigante; b) 8ª a 10ª maior economia do mundo, dependendo do ano; c) Maior produtor mundial de: soja, café, açúcar, suco de laranja, carne bovina; d) Tem a maior reserva de água doce do planeta e uma das maiores de terras aráveis.

2º) Energia: a) Matriz energética mais limpa do G20: 85-90% da eletricidade vem de fontes renováveis - hidrelétricas, eólica e solar; b) Autossuficiente em petróleo e grande produtor de biocombustível – etanol; c) Possui o pré-sal, uma das maiores reservas de petróleo em águas profundas.

3º) Diplomacia e Soft Power: a) País pacífico: não tem guerra com vizinhos há mais de 150 anos; b) Tradição diplomática forte - do Barão do Rio Branco ao Oswaldo Aranha que presidiu a ONU em 1947; c) Líder natural da América do Sul e do Mercosul; d) Potência cultural: música, futebol, carnaval reconhecidos no mundo todo.

4º) Biodiversidade: a) 60% da Amazônia está no Brasil. Isso dá ao país um peso enorme nas discussões climáticas mundiais; b) detém 20% de todas as espécies do planeta.

Atualmente, somos um país provedor para o planeta: em segurança alimentar, transição energética, e preservação da biodiversidade.

Cresci ouvindo que o Brasil seria uma grande potência mundial, especialmente quando estava na Universidade. Passaram-se 45 anos, e a pergunta que não quer calar: o que ainda impede o Brasil de ser uma superpotência?

São diversos fatores: a) Desindustrialização: o Brasil exporta muita matéria-prima mas importa tecnologia cara; b) Infraestrutura: portos, estradas e ferrovias ainda são um gargalo; c) Educação: nota do Brasil no PISA ainda está abaixo da média mundial; d) Desigualdade: 10% mais ricos concentram quase 60% da renda; e) Instabilidade: inflação, juros altos e mudanças de regras assustam investidores.

O Brasil já reúne todos os requisitos clássicos de uma grande potência: território continental, população grande, recursos naturais estratégicos, matriz energética limpa e diplomacia respeitada. O que o diferencia de EUA e China não é a falta de potencial, mas a dificuldade de transformar riqueza natural em riqueza tecnológica e social. Por isso, especialistas classificam o Brasil não como superpotência, mas como uma "potência média global" ou "potência ambiental" - um país que não domina o mundo pela força militar, mas que é indispensável para qualquer decisão sobre clima, alimentos e energia no século 21.

Vejam que busquei estes dados e informações na IA. Mas, a principal não é mencionada, qual seja nossa estrutura política pesadíssima e ineficiente. Quanto gastamos para manter a estrutura administrativa, jurídica, eleitoral, entre outras? Deve ultrapassar aos bilhões por ano. Mais, os roubos descarados. Assim, sobra pouco recursos para investimentos em infraestrutura, desenvolvimento de tecnologias, etc.

Segundo a FAO/ONU o Brasil se tornou provedor de segurança alimentar mundial. A denominação de provedor de segurança alimentar acontece quando um país consegue garantir que toda a população tenha acesso a comida suficiente, nutritiva e segura.

Hoje, a pátria amada Brasil garante em parte não só para os brasileiros, mas para cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo. Enquanto países como EUA e Europa já usam quase toda sua terra agricultável, o Brasil ainda pode aumentar a produção sem desmatar, recuperando 90 milhões de hectares de pastagens degradadas.

E porque ainda tem 8 milhões de brasileiros em insegurança alimentar grave dentro do próprio país? Isso ocorre não por falta de produção, mas por falta de renda, logística e desperdício - 30% de tudo que é produzido é jogado fora. Esse paradoxo mostra que segurança alimentar não é só produzir, é distribuir.

A FAO/ONU considera o Brasil indispensável para alimentar os 10 bilhões de pessoas que o mundo terá em 2050. O desafio do futuro é ser não só ser grande produtor, mas produtor sustentável, rastreável e que garanta comida de qualidade primeiro para sua própria população e para o planeta.

Seria salutar e ótimo que todo o brasileiro soubesse, até para se contrapor aos “vendilhões da pátria”, este número que impressionam qualquer um, e muito mais aos estrangeiros: a) somo o 1º do mundo em produção de: soja, café, açúcar, suco de laranja, carne bovina e exportação de celulose; b) somos o 2º do mundo em produção de: carne de frango e milho, celulose; c) estamos entre os 5 maiores em: algodão, carne suína, arroz e frutas.

Fontes: Embrapa, FAO/ONU, IBGE e Ministério da Agricultura.

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