O 1º dia de campo do artesanato de Aratiba, realizado na terça-feira (6), no Salão Paroquial do município, reuniu trabalhos confeccionados por 15 grupos da sede e da área rural, beneficiários do Programa de Atenção Integral às Famílias (PAIF) e do Centro de Referência da Assistência Social (Cras). O evento foi promovido pela Emater/RS-Ascar, em parceria com a prefeitura de Aratiba.
A integração que atividade proporciona, a autoestima, a troca de experiência entre os grupos e o aprendizado, também foram destacadas pela extensionista social da Emater/RS-Ascar, Fernanda Tacca Angonse. Fernanda também palestrou enfocando o tema “compartilhando vivencias e habilidades”. Ela chamou atenção para as diversas utilidades do artesanato, entre elas, o complemento de renda, o aspecto terapêutico, social, recreativo, lúdico e decorativo.
Após a palestra, foram realizadas oficinas de artesanato com repasse de técnicas de revestimento de tecido e de patchwork. Os materiais utilizados na produção das peças, como tintas e tecidos, entre outros, foram adquiridos pelo programa PAIF.
A produtora, Maria Francisca Piekas, fez um agradecimento em nome dos grupos. “Este é um momento especial. Nas oficinas trocávamos a tristeza pelos pincéis. Trocamos exemplos de vida”, exclamou. Ela agradeceu também as parcerias e as monitoras. “Elas nos incentivavam a vencer as dificuldades iniciais quando não sabíamos nem segurar os pincéis”, lembrou.
Dinorá Salete Ongaratto, 49 anos, moradora da localidade Pio X, conta que as oficinas de artesanato ajudaram a superar a depressão. Ela observa que mesmo saindo de casa para trabalhar e tendo outras ocupações e renda convivia com a depressão. “Para mim o artesanato é uma coisa nova e hoje me sinto bem”. Salete conta que no início tinha dúvidas se iria aprender, mas com o incentivo das monitoras, aos poucos, foi vencendo as dificuldades. Salete conta que, além de superar a depressão, ganhou habilidades com pincéis e tintas e já pensa em aprender outras técnicas, como patchwork.
A extensionista do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar de Aratiba, Angelisa da Silva Silveira, observou que os grupos integrados por produtoras e portadores de deficiência se reúnem semanalmente para fazer os artesanatos. “Essa também é uma atividade que integra o plano socioassistencial desenvolvido pela Emater e Secretaria da Assistência Social e quando foi apresentada a ideia de fazer um dia de campo a proposta foi aceita por todos”, contou. Na parte da tarde, a feira de artesanato foi aberta à visitação do público.