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Rural

Ainda dá tempo de vacinar contra a febre aftosa

Alta demanda acabou com estoques das casas agropecuárias credenciadas e levou Mapa a prorrogar vacinação

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Comprovação da vacinação deve ser feita até o dia 25
Por Rosa Liberman - rosa@jornalbomdia.com.br
Foto Divulgação

O prazo para vacinação contra febre aftosa, que encerraria em 30 de novembro foi prorrogado até o dia 17 de dezembro. A solicitação ao Ministério da Agricultura foi feita pela Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Irrigação, após receber o pedido das federações Fetag (Federação dos Trabalhadores na Agricultura) e Farsul (Federação da Agricultura do Estado do RS) pela dificuldade que os agricultores enfrentaram pela falta da vacina disponível para aquisição em alguns locais do Estado.

Nessa etapa não há mais os vacinadores comunitários e não há mais a doação de doses para quem se enquadra no Pronaf. Por conta disso, todos produtores precisaram adquirir a vacina nas casas agropecuárias credenciadas para a venda da vacina. O RS era o único estado que fazia esta doação e devido as condições econômicas nesta etapa a doação foi suspensa. Entretanto, o número de casas agropecuárias credenciadas na região é pequeno e o número de doses disponíveis também foi pequeno, o que levou a solicitação de prorrogação da campanha.

O veterinário Cesar Luis Albertoni, supervisor regional técnico substituto da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi) comenta que na região, somente os municípios de Erechim, Gaurama, Três Arroios, Estação, Severiano de Almeida, Aratiba e Barra do Rio Azul possuem agropecuárias credenciadas. “Isso dificultou o acesso dos produtores as vacinas”, diz. Segundo ele, para a próxima etapa, um número maior de agropecuárias deve estar credenciado.

Conforme dados parciais, até o fim de novembro 77% do rebanho gaúcho estava imunizado. Na região, 85% dos 140 mil animais já haviam recebido a dose. Em Erechim este percentual era ainda maior, 95%.

A expectativa, segundo Albertoni, é que com a prorrogação da campanha, a cobertura vacinal seja de 100%. “O produtor não tem justificativa de não vacinar o rebanho com essa prorrogação da campanha em benefício da sanidade do rebanho gaúcho”, acrescenta.

Nesta etapa devem ser imunizados todos os animais de zero a 24 meses de idade. As doses custam entre R$ 1,60 a R$ 1,90.

Quando o produtor adquirir a vacina deverá estar munido de caixa de isopor ou bolsa térmica que garanta que a vacina permaneça na temperatura entre 2ºC e 8ºC até a aplicação, que deve ser feita em no máximo cinco dias após a compra das doses.

Após a aplicação deve ser feita a comprovação da vacinação junto à Inspetoria Veterinária do seu município, com a nota fiscal de compra e a relação dos animais vacinados na propriedade.

Conforme Albertoni, essa comprovação tem que ser feita em no máximo cinco dias úteis após o término da campanha, ou seja, até o dia 25 de dezembro. Caso o produtor rural não comprove a vacinação, está sujeito a uma infração e multa de 60 UPF (Unidade Padrão Fiscal) R$ 1.028  acrescida de mais uma UPF por animal não vacinado (R$17,14).

 

 

 

 

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