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Rural

Ano fecha com crescimento nas vendas de máquinas agrícolas

Expectativa é positiva para o próximo ano, que dependerá da conjuntura política e econômica e do desempenho da safra de grãos

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Produtores aproveitam para renovar o maquinário antes do reajuste de preços
Por Rosa Liberman - rosa@jornalbomdia.com.br
Foto BD

As vendas de máquinas agrícolas em Erechim, de acordo com a concessionária Lavoro, ficou entre 5% e 10% superior aos negócios realizados em 2015. Cenário oposto ao nacional, revelado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, na última semana. O resultado das vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias em novembro, com 3,6 mil unidades, ficou 25,2% abaixo das 4,8 mil unidades comercializadas no mês anterior e 61,3% maior frente as 2,2 mil de novembro do ano anterior. As vendas no ano, com 38,8 mil unidades, registraram diminuição de 9,3% quando comparadas com as 42,8 mil do ano passado. 

A produção nos meses já transcorridos deste ano está 12,9% menor do que no ano passado, quando 54,4 mil unidades foram fabricadas – este ano o volume chegou a 47,3 mil. Em novembro 5,3 mil unidades deixaram as fábricas brasileiras, o que significa retração de 13,8% frente as 6,2 mil unidades de outubro e alta de 38,1% contra as 3,9 mil de novembro de 2015. 

As exportações do segmento no acumulado foram de 9,1 mil unidades, diminuição de 4,1% frente as 9,5 mil do ano passado.

Os negócios caíram bastante em novembro, comparando com o mês de outubro em Erechim, de acordo com o gerente da concessionária da Lavoro, Juliano Luppi. Isto porque segundo ele, os agricultores estão focados em colheita e plantio neste período. Mas agora em dezembro a tendência é de sentir um aumento nas vendas. “Em dezembro é sempre importante e se consegue fechar muitos negócios”, diz.

No ano, de acordo com a Anfavea, as vendas fecharam com 38,8 mil unidades, registraram diminuição de 9,3% quando comparadas com as 42,8 mil do ano passado. Entretanto, na concessionaria em Erechim houve um crescimento de 5% a 10% em relação ao ano passado.

“Os produtores aproveitaram os preços do primeiro semestre sem reajuste e o momento antes de 2017, com perspectivas de reajuste. Foi um ano bom para o agronegócio. Temos demanda pelo produto e boas oportunidades de aquisições”.

 

Projeção para 2017

Para 2017 a projeção é de um cenário mais positivo do que era projetado em 2015 para 2016, segundo Luppi. Todavia, uma série de fatores precisam se confirmar. “Acredito que não será um ano de forte crescimento, mas poderá surpreender. Precisamos de uma estabilidade na conjuntura política e econômica e precisamos de uma safra pelo menos normal. A de trigo já se configurou. Agora a de milho se encaminha para ser positiva. Precisamos aguardar todo período da safra de soja, que vai gerar a receita da agricultura. Porque demanda por equipamento nós temos, mas vai depender do cenário econômico e da produção agrícola”, explica.

Luppi diz esperar também a recuperação de alguns setores da economia, como a indústria e algumas atividades agrícolas, como a cadeia leiteira.

 

 

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