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Rural

Descompactação do solo é uma necessidade no Alto Uruguai

Programa estadual visa aumentar a produtividade através do manejo

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Exemplo de solo compactado
Por Rosa Liberman - rosa@jornalbomdia.com.br
Foto Divulgação

“Solo compactado, água que escorre na superfície do solo  e  monocultura”. Estes são alguns dos manejos que merecem atenção e que são atendidos nas Unidades de Referência Tecnológica implantadas na região. Até o momento estão em nove municípios, mas serão em todos os 32 atendidos pela Emater Regional de Erechim. As URTs fazem parte do Programa Estadual de Conservação do Solo e da Água – Conservar para produzir melhor.

Conforme o agrônomo Cezar da Rosa, o principal motivo é que os agricultores estão desenvolvendo a monocultura e dando pouca atenção ao solo. “Tem muitas situações em que o solo está compactado dificultando o desenvolvimento do sistema radicular das plantas e a infiltração da água no solo. Essa água perdida carrega com ela o solo, nutrientes, matéria orgânica, adubo, sementes e qualquer estiagem de 15 dias por exemplo, poderá prejudicar, principalmente, as culturas de verão. ”, diz.

O agrônomo explica que as unidades de referência tecnológica têm como objetivo mostrar e difundir conhecimentos aos produtores e comunidade e geral, das técnicas utilizadas para estruturar o perfil do solo, tais como rotação de culturas, plantio em nível, plantio utilizando sulcador de solo e caso seja necessário a construção de obras mecânicas, conhecidas como terraços. “Com as URTs instaladas em propriedades rurais, poderemos através de dias de campo, repassar as técnicas sobre o manejo do solo e da água. Queremos que a água da chuva infiltre no solo, abastecendo o lençol freático, as vertentes e regulando a vazão dos rios, pois se essa água não infiltrar em poucos minutos estará no leito dos rios”, diz.

Na região, municípios da encosta, como Mariano Moro, Três Arroios Severiano de Almeida Erval Grande, Itatiba do Sul e Aratiba entre outros, em função da declividade do terreno ser mais acentuada a preocupação é muito maior, principalmente neste ano em que o volume de chuvas foi muito grande causando erosão.

“São práticas que o produtor deixou de adotar, como a rotação de culturas, plantio em nível, por exemplo e hoje está cultivando somente a soja. Queremos e precisamos da soja, mas adotar manejos produtivos adequados e dividir a propriedade em glebas para usar a rotação de culturas assim, estaremos ajudando conservar o solo e a água. Hoje não estamos dando atenção ao solo como é possível observar os plantios e pulverizações feito morro acima, morro abaixo. Esse cultivo favorece a erosão hídrica e as perdas de água superficial”, salienta da Rosa.

Segundo ele, esse manejo adequado visa obter uma produção de matéria seca de 12/t/ha/ano agrícola para atender a demanda dos micro-organismos do solo que são benéficos para o solo.  Importante dizer que o solo abriga 25% da biodiversidade do planeta”. O arado de ontem está sendo substituído pelo sistema radicular das plantas. Assim obtém-se um solo estruturado, com matéria orgânica, o sistema radicular vai explorar o perfil do solo, não se perde nutriente e a água infiltra no solo. “Há muitas vantagens ao adotar a agricultura conservacionista”. 

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