A Cooperalfa celebra os resultados obtidos ao longo de 2025 nas diversas atividades. Uma delas, é a pecuária, especialmente, a suinocultura que registrou indicadores positivos e animou tanto a cooperativa, como os associados e os integrados do sistema Aurora Coop.
O gerente do Departamento Técnico, Alex Diogo De Marco, ressalta que o ano passado registrou um mercado de carnes em alta. No caso da suinocultura, a Alfa recebeu de seus integrados, 1.806.053 cabeças. Com elevados índices de produção e excelente produtividade, a cadeia produtiva apresenta um clima de otimismo. “Nosso plano de trabalho é sempre embasado na parte de frigoríficos, sendo que produzimos o que temos cota de entrega. Dessa forma, todos os anos realizamos um planejamento de médio e longo prazo, tanto que já temos um olhar para 2035, com a possibilidade de crescimento de algumas plantas da Aurora. Por isso aumentamos a produção e a produtividade no campo para poder atender esse volume que deve ultrapassar já neste ano, 2.100.000 animais”, destaca Alex.
Sobre os fatores que influenciam esse momento favorável, o gerente pontua que há duas frentes importantes: a primeira é o aumento das exportações, que possibilitou a melhora dos preços e ampliou o interesse de investidores para o mercado. A segunda, é a linha de produção: suinocultores, nas diferentes fases, que tiveram uma evolução muito expressiva. “Tivemos avanços desde a produção de leitões, bem-estar animal, ambiência (climatização das granjas), ganho genético anual, nutrição e todo o complexo que envolve a suinocultura”, salienta Alex ao frisar: “Tivemos um ganho em desempenho zootécnico e sanitário em todas as fases, muito acima do que o mercado costuma trabalhar”.
O gerente enfatiza ainda, que o ‘básico bem feito’ traz muitos resultados. “A cadeia produtiva já possui um alinhamento sobre tudo que precisa ser colocado em prática ao longo dos anos e das etapas, e mesmo com inovações, é importante seguir os passos básicos. A equipe está preparada para atender os diversos padrões de granjas e buscamos uma evolução contínua”.
Estudos para investir
Sobre tudo que vem a somar na atividade no campo, Alex pondera que, para realizar investimentos de maior porte na atividade, geralmente os produtores buscam parte deste valor em instituições financeiras. Uma vez que a taxa Selic, está elevada, consequentemente os financiamentos para esses aportes em construção de granjas também fica maior e com isso, é comum ter mais cautela. “Vale ressaltar que, num primeiro momento os valores pesam um pouco mais no fluxo de caixa, mas a longo prazo, tornam-se excelentes investimentos. Por isso, é fundamental uma conversa entre produtores e equipes técnicas para analisar a viabilidade e permitir que não haja muitas dificuldades posteriormente”, orienta.
Sinal positivo para o cenário atual e futuro
Conforme o assistente comercial da Alfa, Clovis Orlandi, 2025 foi um ano histórico para a Suinocultura. “Tivemos muitos resultados positivos e uma diminuição da dependência do mercado chinês, sendo esse um dos fatores que influenciaram em todo o desempenho. A Alfa atingiu R$ 10 bilhões de faturamento e desse montante, mais de R$ 1 bilhão refere-se à Suinocultura. Em 2025 outro ponto favorável se refere ao custo de produção, o qual foi baixo. Isso melhorou bastante a rentabilidade dos produtores”, menciona.
A proteína animal apresenta crescimento nos últimos três anos. “Sabemos que houve mudanças no cenário da produção e antigamente havia muito mais suinocultores e frigoríficos independentes. Com as crises surgiu esse novo modelo de negócio que é a verticalização, a qual refletiu em crescimento sustentável de produção e produtividade e fez com que os frigoríficos não tivessem sobra de carne para o mercado interno”.
Com base na análise feita por Clovis, nesse primeiro trimestre há um certo percalço no mercado interno e externo, somada à situação geopolítica desafiadora, em razão dos conflitos, porém, o lado positivo é ter deixado a dependência com o mercado russo e chinês. No ano passado, inclusive, o maior importador foram as Filipinas. “O Japão é um mercado que possui uma tendência muito positiva quanto a ser um dos principais clientes do Brasil. Em fevereiro deste ano, por exemplo, foram comercializadas 12 mil toneladas para o país asiático. Da mesma forma, Filipinas e Vietnã também consomem muita carne suína”, assinala Clovis ao acrescentar que, diante do aumento expressivo no valor da carne bovina, a Suinocultura ganha um espaço maior, pois pode ser substituída na mesa da população com mais facilidade. Os custos de produção também devem se manter reduzidos e, dessa forma, segue as perspectivas positivas para 2026 e 2027.
Precursores dos melhores resultados
Para o coordenador de Suinocultura da Alfa, Hélio Serraglio, o principal foco da equipe técnica é estar em constante desenvolvimento em busca de melhores resultados. “Sempre realizamos estudos, avaliações e testes com plantas modernas para nos mantermos competitivos no sistema”, cita.
Quando a análise considera os indicadores técnicos, em 2025 foram registrados resultados muito importantes, tanto financeiros quanto de produção, que envolvem as Unidades de Produção de Leitões (UPDs - desmamados fêmea/ano); creches (conversão, ganho de peso e baixo índice de mortalidade), com conversão alimentar adequada. “É fundamental que a produção seja pensada com foco nos indicadores de desempenho, os quais refletem diretamente nos resultados financeiros da propriedade. Os cuidados dos animais é o que permite o êxito na atividade. Nesse sentido, é essencial que o produtor se mantenha atualizado, busque conhecimentos e observe a necessidade de investimentos, inclusive com o olhar para as novas gerações”.
No que se refere a desafios inerentes à cadeia produtiva, Hélio menciona a parte sanitária. “Para nós é muito importante manter esses cuidados relacionados à sanidade, pois abre espaço para exportação e diminuir perdas. Por parte da Cidasc também há normativas em Santa Catarina e indicamos a todos os produtores para seguirem as orientações”, frisa o coordenador que reconhece que o produtor da Alfa está cada vez mais consciente sobre tudo que precisa ser observado. “Ao lado deles, estão os profissionais da cooperativa para fazer todo o acompanhamento. Ficamos muito felizes com o papel dos suinocultores da Alfa, integrados no sistema Aurora Coop, e suas contribuições para a cadeia produtiva do Estado, País e mundo, como precursores dos melhores resultados”, relata Hélio.
Equipe qualificada e presente
O assessor de Suinocultura da Alfa, Henrique Zamoner, resume 2025 com uma visão de sucesso com boa rentabilidade, assistência de qualidade e interesse por parte de novos produtores. Responsável pela área das Unidades Produtoras de Leitões (UPDs), o médico veterinário comenta que atualmente a Alfa acompanha o trabalho em 52 granjas que produzem leitões de até oito quilos. “No ano passado a rentabilidade foi muito boa para o produtor e por consequência para a cooperativa. Foram desmamados animais com qualidade, peso adequado e preço (base Aurora) interessante”.
Outro aspecto positivo visualizado foi o interesse maior por parte de novos produtores, em ingressar na cooperativa como integrado, em construir um projeto novo. “Na mesma linha, a qualidade da assistência técnica da Cooperalfa é outro ponto que vale destacar, com profissionais treinados e presentes nas propriedades. As visitas contam com análise de dados e reforço às boas práticas de manejo, tudo para extrair os indicadores zootécnicos de uma forma bem adequada”, enaltece.
Entre os fatores que merecem uma atenção permanente nos galpões, estão as melhorias constantes de biosseguridade, com adequação de cercas e manutenção de toda estrutura organizada.
Atualmente, em torno de 820 integrados Aurora Coop são associados à Alfa e atuam com apreço e profissionalismo na atividade. Amparados com conhecimento técnico, demonstram uma postura ética e responsável, característica que contribui para o crescimento da cooperativa e é um dos pilares que sustentam a qualidade dos produtos e serviços oferecidos.