Erechim é uma das principais portas de entrada para migrantes no RS, e esta rede de acolhimento vem sendo reconhecida nacionalmente. Essa foi a avaliação feita pela coordenadora do escritório da Organização Internacional para as Migrações (OIM) no Estado, Patrícia Siqueira, durante entrevista à TV Bom Dia, nesta segunda-feira, 22.
Benefícios para a comunidade
Ligada ao sistema das Nações Unidas, a OIM atua em mais de 170 países e desenvolve ações voltadas à mobilidade humana. Segundo Patrícia, Erechim tornou-se uma referência nacional por compreender que a migração é uma realidade permanente e que, quando bem gerida, traz benefícios para toda a comunidade.
Preconceitos e informações equivocadas
Para Patrícia, ainda existem muitos preconceitos e informações equivocadas sobre o tema. Ressalta que os migrantes não chegam para ocupar vagas de brasileiros, mas para preencher postos de trabalho que já estavam disponíveis e que muitas vezes não encontravam mão de obra suficiente: “Eles vêm somar. Além do trabalho, trazem cultura, conhecimento e ajudam a movimentar a economia”, explicou.
Etnias ajudaram a formar a identidade do Alto Uruguai
A fala ganha mais relevância em uma região construída historicamente pela imigração. Italianos, alemães, poloneses, judeus e tantas outras etnias ajudaram a formar a identidade do Alto Uruguai. Para Patrícia, o desafio atual é exercer a mesma empatia com aqueles que hoje chegam ao Brasil em busca de uma nova oportunidade.
“Quando acolhemos quem chega, toda a sociedade cresce junto”
Com apoio e articulação da OIM, Erechim obteve recursos federais para ampliar a estrutura de acolhimento e qualificar os serviços oferecidos à população migrante, para que conquistem autonomia: “A migração segura, ordenada e digna contribui para o desenvolvimento econômico e social. Quando acolhemos quem chega, toda a sociedade cresce junto. Erechim está mostrando que isso é possível”, concluiu.