Já vimos em outras exposições, sobre inveja, culpa, raiva, medo, egoísmo... Sentimentos que nos algemam, que nos impedem de sermos felizes e vivermos em equilíbrio.
Mas a superstição também é algo que aprisiona o indivíduo, muitas vezes “ditando” atitudes, modo de interpretar acontecimentos e comportamentos diante de certos fatos, tornando-o refém de “orientações externas”, sem analisar, sem passar “...pelo crivo da razão, que entra em contradição com as leis naturais”. (CORREA, Janete de Azambuja, p/Espírito Karl Kiran. As Algemas Emocionais da Alma. Pg.131.)
Origem das superstições
Como assinala o autor espiritual acima, na fase primitiva do ser, os fenômenos da natureza ditavam a crença em alguma divindade, simbolizada por algo visível: uma imagem, um acontecimento ligado a uma desgraça ou graça, uma manifestação da natureza, como um raio.
O primitivismo, assentado sobre o instinto, não permitia que o saber se sobrepusesse à razão, levando esses seres a atitudes infantis e incoerentes.
Não obstante a vinda de luminares que plantaram importantes sementes nas diversas áreas do conhecimento humano (ciência; filosofia; artes, como a pintura, a música), com o objetivo de despertar a razão e os sentimentos, ainda em séculos anteriores à vinda do Cristo, não foi suficiente para dissipar essas práticas.
A Idade Média foi um dos mais terríveis períodos da Humanidade, pois barrou de forma cruel a expansão da compreensão para as coisas da razão.