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Opinião

Memórias de viagem

Europa Ocidental e Sul – conhecendo a Suíça – a capital Berna

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Marlei Klein
Por Marlei Carmen Reginatto Klein – Membro da Academia Erechinense de Letras
Foto Marlei Carmen Reginatto Klein

Os Alpes dão à Suíça um ótimo espaço para praticar esportes de inverno, mas também mostram imagens cênicas nas demais estações: uma beleza de tirar o fôlego! Não importa o motivo, pois visitar a Suíça é encontrar lugares belíssimos por todos os lados do olhar. Rios, lagos, vales, casinhas de madeira em meio à neve. Uma pintura de grande artista. País magnífico, eficiente, organizado, seja na parte francesa, na alemã ou na italiana. Uma reunião de beleza natural, organização, eficiência e cultura.

Conhecendo a Suíça: quatro línguas são faladas na Suíça. As línguas nacionais: alemão, francês, italiano e romanche – esta é muito pouco usada, é antiga, derivada do latim, difícil, semelhante ao italiano. As línguas oficiais: alemão, francês e italiano. O alemão, a língua mais falada, é usado no centro, leste e norte do país, tendo como cidades principais Berna – a capital – e Zurique. O francês é falado no oeste, tendo como cidades principais Genebra e Lausanne. O italiano é falado no sul do país, na fronteira com a Itália, tendo como cidade principal Lugano. A Suíça está dividida em 26 cantões, e estes formam subcantões. Os cantões possuem forte autonomia. O cantão é uma divisão administrativa e política, como pequenos estados. Possui sua própria constituição, governo, parlamento e administra a saúde e o ensino. No passado, os cantões uniram-se e formaram a Confederação Suíça. O governo central está na cidade de Berna – a capital – e cuida da defesa civil, da política externa e da moeda – os famosos bancos suíços. A moeda para todo o país é o franco suíço, cujo valor equivale quase ao do euro, mas este pode ser tranquilamente usado.

Sua geografia: são três as regiões que dividem o país: 1. Alpes Suíços, que tomam 60% da área e vão do sul ao leste. Neles estão as famosas estações de esqui e seus eternos picos nevados. 2. Planalto: situa-se no norte, onde estão os grandes lagos – o Konstanz, que faz divisa com a Alemanha, e o Léman. Esta é a região mais povoada. 3. A Cadeia dos Montes Jura, que ocupa 10% do território e faz divisa com a França. Nesta região, estão as famosas cascatas do Rio Reno e algumas cidades, como a capital Berna, Genebra, Basileia e Jura.

A capital Berna: é uma das cidades mais bonitas da Suíça, com apenas 52 quilômetros quadrados. Está situada na curva do Rio Aare, que desce das montanhas. Foi fundada no século XII e preserva a arquitetura medieval em seu Centro Histórico. Este está tombado pela UNESCO. Seus prédios são um misto da era medieval, no centro, e uma arquitetura moderna nos seus arredores. O interessante em Berna é o seu Parque de Ursos, com diversas espécies. O urso é o símbolo da cidade e está na sua bandeira.

O Centro Histórico: uma bela fonte, com água jorrando, está ao centro da praça para pedestres, pavimentada com pedras bem regulares. No centro da fonte, uma alta coluna com a imagem de um desbravador. Muitas flores, bem cuidadas, ao redor das águas. Muitas pessoas enchem suas garrafinhas com a água que jorra, pois vem das montanhas e é bem fresquinha. Dizem que é puríssima. O marco histórico é a bela Torre do Relógio, com grandes números dourados. Nas horas cheias, dois sinos batem. No alto da torre, abre-se uma porta e saem dançando figuras mecânicas. Isso gera grande expectativa por parte dos visitantes, que ficam à espera. Outra obra magnífica é a Catedral de Berna, no estilo gótico e toda em mármore. A sua torre sobressai e é vista, ao longe, como o ponto mais alto. A Catedral levou quatro séculos para ser construída e só foi finalizada em 1893. Acima do belo portal, em mármore, há a representação do inferno e do paraíso. Sempre a dualidade que representa as religiões. Em arcada, um grande portal em grossa madeira é a entrada principal.

A Catedral, no início da construção, seria católica, mas, com a Reforma Protestante, tornou-se de Confissão Luterana e até nossos dias é praticada.

Antigas arcadas cobertas: ao lado do Centro Histórico, uma rua de arcadas cobertas, com seis quilômetros. Esta se assemelha à que está em Bolonha, na Itália, e é o grande orgulho dos bolonheses. Foram antigas adegas, agora transformadas em lojas, bares e restaurantes. Mesmo com chuva e frio, é possível, em Berna, andar protegido neste grande corredor de abóbadas.

Jungfraujoch: em Berna, é possível iniciar a viagem que é considerada o topo das excursões de grande altitude, de trem. A altura é de 3.454 m, e inicia na ferroviária do lado oeste da capital e termina em Jungfraujoch, a estação ferroviária mais alta da região dos Alpes. Também é tida como a estação mais alta do mundo. Existe há mais de cem anos. É uma das excursões mais populares da Suíça, com grande movimento tanto na baixa como na alta temporada. Pode ser realizada em um dia, ida e volta. Existem paradas durante todo o trajeto, inclusive numa área cavernosa escavada numa geleira de 22 quilômetros, que exibe esculturas permanentes de gelo. No topo do monte, ao final, a vista sobre as montanhas é de 360 graus. Um belo restaurante envidraçado aguarda para o almoço. Não realizamos este passeio, mas ficou o gosto de fazê-lo futuramente. Este tipo de viagem é muito bem organizado e com a pontualidade suíça.

Conclusão: viajando pela maravilhosa Suíça, o encantamento pelas suas paisagens espetaculares é de tirar o fôlego. Tudo nos torna felizes: ver as trilhas nas montanhas para serem realizadas no verão, as paradas para um chocolate quente nos vilarejos, que são livres do trânsito de qualquer veículo, os mirantes para os vales, para apreciar uma paisagem em 360 graus, uma pequena cidade de um cantão, que somente é alcançada por uma estrada de ferro ou um teleférico. Quando chega a noite, a parada para repouso em um pequeno hotel de montanha, com a sofisticação de serviço quase individual. O gostoso edredom de plumas de ganso, onde, enrolados, vemos a neve, em flocos, rodopiar através das janelas envidraçadas. Sempre vamos encontrar, até no serviço do hotelzinho, uma eficiência que funciona como um relógio suíço – momentos de verdadeiro luxo.

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