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Saúde

Inverno aumenta risco de crises de asma

Frio, ar seco e infecções respiratórias favorecem o agravamento da doença

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Frio e infecções podem agravar a asma, mas com controle adequado e hábitos preventivos é possível ma
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

A chegada do inverno aumenta a atenção para as doenças respiratórias, especialmente a asma, que afeta cerca de 20 milhões de brasileiros. A inflamação crônica das vias aéreas pode causar falta de ar, chiado, tosse e aperto no peito.

Apesar de não ter cura, a doença pode ser controlada com tratamento adequado. No entanto, dados de um estudo publicado no Journal of Asthma indicam que apenas 12% dos pacientes têm a asma bem controlada, enquanto 51% convivem com a doença sem controle adequado, elevando o risco de complicações.

O cenário também se reflete nas internações: dados do Ministério da Saúde apontam aumento de 63% nos casos de hospitalização por asma entre 2020 e 2025. A doença permanece entre as principais causas de internações por problemas respiratórios no país.

Frio e infecções favorecem o aparecimento das crises

Durante o inverno, diferentes fatores contribuem para a piora da asma. O ar frio e seco funciona como um gatilho para um sistema respiratório que já apresenta inflamação. Ao entrar em contato com essas condições, os brônquios reagem de forma exagerada, contraindo-se e produzindo maior quantidade de secreção, o que dificulta a passagem do ar e provoca os sintomas característicos da doença.

Além das mudanças climáticas, o comportamento típico da estação também favorece o surgimento das crises. Permanecer mais tempo em ambientes fechados reduz a circulação de ar e facilita o acúmulo de poeira, fungos e, principalmente, ácaros, considerados um dos principais desencadeadores da asma alérgica.

Outro fator importante é o aumento das infecções respiratórias, comuns nesta época do ano. Gripes, resfriados e outras viroses provocam inflamação das vias aéreas e podem descompensar a doença, tornando as crises mais frequentes e intensas.

Medidas simples ajudam na prevenção

Alguns cuidados podem reduzir a exposição aos fatores que desencadeiam as crises durante o inverno. Manter os ambientes bem ventilados, controlar a umidade do ar com umidificadores, bacias com água ou toalhas úmidas, evitar mudanças bruscas de temperatura e manter boa hidratação são medidas que colaboram para preservar a saúde respiratória.

A lavagem nasal com soro fisiológico também auxilia na limpeza das vias aéreas, enquanto hábitos saudáveis, como não fumar, manter alimentação equilibrada, praticar atividade física conforme orientação médica e manter a vacinação contra gripe e covid-19 atualizada ajudam a diminuir o risco de infecções e complicações.

Controle da doença depende da continuidade do tratamento

Especialistas alertam que um dos erros mais comuns é interromper o tratamento quando os sintomas desaparecem ou procurar atendimento apenas durante as crises. Como a asma é uma doença inflamatória crônica, o controle precisa ser contínuo para reduzir a frequência das crises, evitar internações e preservar a função pulmonar.

O tratamento varia conforme a gravidade da doença e suas características, sendo definido de forma individualizada. Em geral, inclui medicamentos de controle, utilizados diariamente para prevenir as crises, e medicamentos de alívio, indicados para situações de emergência. Entre as principais opções terapêuticas estão os corticoides inalatórios, considerados fundamentais para controlar a inflamação das vias aéreas.

Também faz parte do tratamento reduzir a exposição aos fatores que desencadeiam a doença sempre que possível. No Brasil, pacientes podem ter acesso aos medicamentos para asma gratuitamente por meio do programa Farmácia Popular do Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando as possibilidades de manter a doença sob controle ao longo de todo o ano.

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