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Saúde

Álcool aumenta a perda de água e pode agravar a ressaca

Bebida reduz a ação do hormônio que controla a retenção de líquidos e eleva o risco de desidratação, tontura e mal-estar

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Quanto maior o consumo de álcool, maior a possibilidade de desidratação e de sintomas no dia seguint
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

Dor de cabeça, enjoo, vômitos, fraqueza e tontura são sintomas frequentemente associados à ressaca após o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. O que muitas pessoas não sabem é que parte desses sinais também está relacionada à desidratação, uma consequência do álcool que pode surgir poucas horas após a ingestão e se agravar conforme aumenta a quantidade consumida.

Como identificar a desidratação

Entre os principais sinais de desidratação em adultos estão a redução e o escurecimento da urina, além de boca, olhos e pele secos. Em casos mais intensos, podem surgir dor de cabeça, tontura, fraqueza e mal-estar.

Após ser ingerida, a água é absorvida no intestino, chega à corrente sanguínea e é distribuída pelo organismo. Os rins filtram o sangue e regulam a quantidade de líquido eliminada na urina. Esse equilíbrio é controlado pelo hipotálamo, que participa da sensação de sede e da retenção de água. Entre os principais mecanismos está a ação do hormônio antidiurético (ADH), ou vasopressina, que aumenta a reabsorção de líquido pelos rins e reduz a produção de urina quando há pouca água no organismo.

Por que o álcool aumenta a perda de água

O álcool reduz a liberação do hormônio antidiurético (ADH), fazendo os rins reabsorverem menos água e aumentando a produção de urina. O efeito pode começar cerca de 15 minutos após o início do consumo. Por isso, beber outros líquidos não elimina o risco de desidratação, especialmente quando a ingestão de álcool é elevada.

A intensidade da desidratação depende da quantidade consumida e das condições do consumo. Beber de estômago vazio, rapidamente ou em excesso, consumir bebidas com maior teor alcoólico e enfrentar temperaturas elevadas aumentam o risco. Pessoas com diabetes ou doenças renais, hepáticas e cardíacas também são mais vulneráveis e exigem atenção adicional.

O tipo de bebida também importa

Toda bebida alcoólica pode interferir na liberação do ADH, mas a quantidade total de álcool consumida é um dos principais fatores. Uma dose-padrão de cerveja, de cerca de 350 ml, pode ter quantidade de álcool semelhante à de 40 ml de destilado. A diferença está na concentração: bebidas destiladas têm mais álcool por volume, por isso é preciso considerar o teor alcoólico e o número de doses, não apenas a quantidade ingerida. Misturas também influenciam: cafeína pode aumentar a frequência urinária, bebidas gaseificadas podem acelerar a absorção do álcool, e bebidas muito doces podem mascarar seu sabor e favorecer o consumo maior.

Como reduzir o risco

A principal forma de evitar a desidratação relacionada ao álcool é reduzir o consumo. Quando houver ingestão, intercalar cada dose de bebida alcoólica com água ajuda a diminuir a quantidade de álcool consumida e contribui para a reposição de líquidos. Alimentar-se antes de beber, evitar consumir grandes quantidades rapidamente e não exagerar nas doses são outras medidas importantes.

Em dias quentes, a atenção deve ser ainda maior, pois o organismo perde líquido também pelo suor. Bebidas alcoólicas associadas a cafeína ou grande quantidade de açúcar também devem ser consumidas com cautela.

E quando a ressaca já apareceu?

Depois de uma noite de consumo excessivo, não existe medicamento ou receita caseira capaz de eliminar instantaneamente a ressaca. A recuperação depende do tempo necessário para o organismo metabolizar o álcool.

Nesse período, a hidratação é importante. Água, líquidos com eletrólitos, como água de coco e bebidas isotônicas, podem ajudar na reposição de fluidos e sais minerais. Alimentos leves, como frutas e sopas, podem ser mais fáceis de tolerar quando há enjoo, enquanto o descanso permite que o corpo se recupere.

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