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Saúde

1,3 mil pacientes passam por mês pela Oncologia do Santa Terezinha

Atendimento recebe pacientes de 48 municípios e acompanha diferentes etapas do tratamento contra o câncer

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A Oncologia atende pacientes de 48 municípios, abrangendo toda a Associação de Municípios do Alto Ur
A Oncologia atende pacientes de 48 municípios, abrangendo toda a Associação de Municípios do Alto Ur
A Oncologia atende pacientes de 48 municípios, abrangendo toda a Associação de Municípios do Alto Ur
A Oncologia atende pacientes de 48 municípios, abrangendo toda a Associação de Municípios do Alto Ur
Por Assessoria de Comunicação
Foto Georgia Spilka – Comunicação PME

Cerca de 1,3 mil pacientes passam todos os meses pelo setor de Oncologia do Hospital Santa Terezinha, em Erechim, para dar continuidade ao tratamento contra o câncer. O atendimento inclui pacientes submetidos a tratamentos infusionais, com permanência no Hospital durante a aplicação da quimioterapia, e aqueles que utilizam medicamentos por via oral, retirados mensalmente na instituição. Apenas entre os tratamentos infusionais, são cerca de 40 atendimentos por dia.

A Oncologia atende pacientes de 48 municípios, abrangendo toda a Associação de Municípios do Alto Uruguai (AMAU) e outras cidades. A área de abrangência faz com que parte dos pacientes percorra longas distâncias para realizar o tratamento. Um dos municípios atendidos é Vicente Dutra, localizado a cerca de 189 quilômetros de Erechim.

Para o diretor executivo do Hospital Santa Terezinha, Rafael Ayub, os números representam pessoas que passam por uma etapa delicada da vida. “Atendemos pacientes de 48 municípios e sabemos da responsabilidade que isso representa para toda a região”, afirma.

Quando o tratamento chega ao fim

Na quarta-feira (12), Maria do Nascimento, 59 anos, moradora de Benjamin Constant do Sul, tocou o Sino da Superação após concluir uma etapa do tratamento contra o câncer. O gesto marcou o fim de meses de consultas, exames e sessões de quimioterapia.

A história começou há pouco mais de um ano, quando Maria acordou com uma forte dor de garganta. Ela procurou atendimento no município onde mora e iniciou o uso de medicamentos, mas o sintoma persistiu. Uma nova avaliação apontou uma infecção e foram necessários dez dias de antibiótico intravenoso. Ainda assim, a dor continuou.

Em uma manhã, enquanto o marido estava trabalhando, Maria acordou com a boca cheia de sangue. Assustada com a intensidade do sangramento, chamou o esposo e voltou a procurar atendimento. O episódio levou à continuidade da investigação médica.

Encaminhada para atendimento especializado em Erechim, Maria recebeu indicação para retirar as amígdalas, que estavam bastante inflamadas. O material coletado na cirurgia foi encaminhado para biópsia. Nove dias depois, veio o diagnóstico de câncer na região do pescoço.

A previsão inicial era de seis sessões de quimioterapia, seguidas de radioterapia. Com a resposta apresentada nos exames, a equipe médica reavaliou a conduta e encerrou essa etapa após quatro ciclos. O quarto e último foi realizado no início de junho.

“Quando a doutora me disse: ‘Dona Maria, amanhã a senhora faz a última quimioterapia’, eu chorei aqui no consultório. Saí com vontade de contar para todo mundo. Depois, fiquei umas duas semanas chorando todos os dias, mas não era de tristeza, era de alegria”, conta Maria.

Segundo a hematologista do Hospital, Carolina Fusinato Molin, a resposta ao tratamento permitiu a mudança no planejamento inicial. “É uma satisfação para toda a equipe acompanhar uma paciente desde o diagnóstico, passar junto com ela pelos desafios do tratamento e chegar a um momento como este, com bons resultados nos exames”, afirma.

Durante o tratamento, Maria também encontrou na fé uma forma de enfrentar os períodos de dor e incerteza. Ela atribui a Deus a força para seguir e reconhece a atuação dos profissionais que a acompanharam. “Eu agradeço a Deus por tudo e agradeço à doutora também, porque ela foi um instrumento de Deus na minha vida”, diz.

Ao falar sobre a conclusão dessa etapa, a resposta é direta: “Alegria. Não tem nem como explicar a minha alegria e a minha gratidão. Eu chorava de alegria porque venci. Só tenho gratidão”.

Símbolo de uma etapa vencida

O Sino da Superação integra a rotina da Oncologia do Hospital Santa Terezinha desde 27 de novembro de 2019. O equipamento foi doado pelo Clube do Comércio de Erechim em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Câncer.

Instalado em um quadro com mensagem de incentivo, o sino é tocado por pacientes que concluem uma etapa do tratamento. O momento pode ser compartilhado com familiares, profissionais e outras pessoas que seguem em tratamento.

O som representa o encerramento de uma fase da trajetória contra a doença e, para quem permanece em tratamento, também simboliza a possibilidade de chegar ao mesmo momento. 

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