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Saúde

Indivíduos que já infartaram têm risco aumentado de uma nova ocorrência

Controle de pressão, colesterol e diabetes, uso correto de medicamentos e retomada gradual da atividade física ajudam a prevenir outro episódio

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Após um infarto, acompanhamento médico, controle dos fatores de risco e hábitos saudáveis são essenc
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

O infarto é a principal causa de morte no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Estimativas apontam entre 300 mil e 400 mil casos por ano no país, com um óbito a cada cinco a sete ocorrências. O atendimento de urgência é determinante para reduzir o risco de morte e limitar os danos ao coração.

Quem já sofreu um infarto apresenta risco cardiovascular elevado e pode ter maior probabilidade de um novo evento, principalmente nos primeiros meses e durante o primeiro ano após o episódio. Isso ocorre porque o infarto é uma manifestação clínica de uma doença coronariana que já está instalada, exigindo medidas mais intensivas de prevenção.

O acompanhamento médico, o uso correto dos medicamentos e mudanças no estilo de vida fazem parte dessa etapa. O objetivo é controlar os fatores de risco e reduzir a possibilidade de novas complicações.

Controle dos fatores de risco

Após um infarto, o paciente passa a ser considerado de risco cardiovascular muito elevado. Entre os principais fatores que precisam ser acompanhados estão pressão arterial, diabetes e colesterol LDL. Nas recomendações atuais, a meta para o LDL nesses pacientes é inferior a 55 mg/dL.

O tratamento pode envolver diferentes medicamentos, associados à alimentação adequada, controle do peso, abandono do cigarro e prática regular de atividade física, conforme a condição clínica e orientação profissional.

Uma parcela dos pacientes é submetida ao cateterismo cardíaco e, quando necessário, à angioplastia com colocação de stents nas artérias coronárias. Nesses casos, os antiagregantes plaquetários são utilizados para diminuir o risco de formação de coágulos dentro do stent. A trombose pode obstruir novamente a artéria e provocar outro infarto.

Acompanhamento deve continuar

Nas semanas seguintes à alta, uma reavaliação clínica e laboratorial permite verificar se as metas de tratamento estão sendo alcançadas e se é necessário ajustar medicamentos ou outras medidas. Também são avaliados pressão arterial, colesterol, glicemia, peso, alimentação, tabagismo e atividade física.

Outro ponto importante é verificar como o coração ficou após o episódio. O ecocardiograma é geralmente utilizado para avaliar a capacidade de contração do músculo cardíaco. Quando houve comprometimento da função ventricular durante o infarto, o exame pode ser repetido após cerca de dois a três meses.

A recuperação física deve ocorrer de maneira progressiva. A orientação atual não é manter o paciente inativo por períodos prolongados. Depois de um curto período inicial de recuperação, a atividade física pode ser retomada de forma gradual, de acordo com a condição clínica. Quando disponíveis, os programas de reabilitação cardiovascular podem auxiliar nesse processo.

Segundo infarto pode ter consequências maiores

Um segundo infarto não é necessariamente mais grave que o primeiro. A gravidade depende, entre outros fatores, da rapidez com que o atendimento é realizado e da quantidade de músculo cardíaco afetada.

Quando uma nova região do coração é lesionada, pode haver uma soma das áreas de perda muscular provocadas pelos dois eventos. Quanto maior o dano ao músculo cardíaco, maior pode ser o comprometimento da capacidade de o coração contrair, bombear e receber sangue adequadamente.

Uma das possíveis consequências é a insuficiência cardíaca, especialmente quando a lesão é extensa ou o fluxo sanguíneo não é restabelecido em tempo adequado.

Prevenção começa antes do primeiro evento

Uma parcela significativa das pessoas que sofre um infarto desconhecia ter uma doença cardiovascular. Dados clínicos indicam que cerca de 20% a 25% desses pacientes já apresentavam fatores de risco e, em alguns casos, haviam procurado atendimento anteriormente por dor no peito.

Por isso, o controle de pressão arterial, diabetes e colesterol, além da manutenção de hábitos saudáveis, é importante mesmo para quem nunca teve um infarto. Para quem já passou pelo evento, essas medidas passam a fazer parte de uma estratégia permanente de prevenção de novas ocorrências.

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