Com o objetivo de manter as equipes assistenciais atualizadas e fortalecer a condução segura dos protocolos relacionados à doação de órgãos, a Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim, por meio da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) e da Equipe Hospitalar de Doação para Transplantes (e-DOT), realizou, na manhã de quinta-feira (2), um treinamento sobre protocolo de morte encefálica. A capacitação foi ministrada pela enfermeira Fabiana Dal'Conte Buzatto, representante da Organização de Procura de Órgãos (OPO4) de Passo Fundo, e reuniu profissionais da assistência para revisar os critérios técnicos e legais que orientam o diagnóstico de morte encefálica.
Durante o treinamento, foram abordados os pré-requisitos para a abertura do protocolo, os exames clínicos obrigatórios, o teste de apneia, os exames complementares, a sequência recomendada para a realização de cada etapa e os registros necessários para a conclusão do processo, conforme estabelece a Resolução CFM nº 2.173/2017. A capacitação também destacou a importância da atuação integrada das equipes para assegurar que todo o procedimento seja realizado de forma ética, criteriosa e em conformidade com a legislação vigente.
A atualização contínua dos profissionais é uma das estratégias adotadas pelo Hospital Santa Terezinha para fortalecer a qualidade da assistência, proporcionando maior segurança aos pacientes e às famílias. Além disso, equipes capacitadas contribuem para a identificação e condução adequada dos casos de potencial doação de órgãos e tecidos, ampliando as possibilidades de salvar vidas por meio dos transplantes.
Para o neurocirurgião e Diretor Técnico do Hospital, Dr. Celso David Lago, o treinamento reforça a importância da qualificação permanente das equipes. "O protocolo de morte encefálica exige conhecimento técnico, responsabilidade e absoluto cumprimento dos critérios estabelecidos pela legislação. Manter nossa equipe atualizada garante segurança em todas as etapas do processo, tanto para a assistência ao paciente quanto para as famílias, além de assegurar que, quando houver possibilidade de doação de órgãos, ela ocorra de forma ética, transparente e dentro dos padrões de qualidade."