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Saúde

Uso do celular antes de dormir atrasa o sono e compromete o descanso

Luz azul, excesso de estímulos e notificações prejudicam a qualidade do sono

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O uso do celular antes de dormir atrasa o sono e prejudica sua qualidade
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

Apagar as luzes e pegar o celular na cama virou um ritual para muitos brasileiros. A intenção inicial costuma ser simples, como ajustar o despertador ou verificar uma mensagem, mas notificações e vídeos curtos acabam prolongando o uso das redes sociais. Com isso, o sono é frequentemente atrasado.

O comportamento é amplamente распространado: segundo levantamento da NordVPN, 94% dos brasileiros usam o celular na hora de dormir. Embora pareça inofensivo, o hábito afeta a qualidade do descanso e pode trazer impactos à saúde a longo prazo.

Luz azul e excesso de estímulos dificultam o descanso

Especialistas apontam que o uso do celular prejudica o sono por três fatores principais. O primeiro é a emissão de luz azul, que interfere no relógio biológico ao ser interpretada pelo cérebro como sinal de que ainda é dia, atrasando os mecanismos naturais de indução do sono e reduzindo seu tempo total.

Além disso, o tipo de conteúdo consumido em redes sociais e vídeos curtos estimula o sistema de recompensa do cérebro, com liberação de dopamina, o que prolonga o uso do aparelho justamente no período em que o organismo deveria desacelerar.

Por fim, a presença do celular no ambiente de descanso e as notificações durante a madrugada mantêm o cérebro em estado de alerta, favorecendo despertares noturnos e comprometendo a qualidade do sono.

Sinais indicam que o uso do celular pode estar prejudicando o sono

Dormir mal de forma frequente merece atenção. Dificuldade para adormecer, despertares durante a noite e sensação de cansaço ao acordar são alguns dos primeiros indícios de que os hábitos noturnos precisam ser revistos.

Os reflexos também aparecem ao longo do dia. Falta de concentração, redução da atenção, irritabilidade, fadiga, sonolência excessiva e aumento da ocorrência de erros no trabalho ou nos estudos estão entre as consequências mais comuns da privação de sono.

Alguns comportamentos também servem como alerta, como sentir necessidade de usar o celular até o momento de dormir, não conseguir ficar sem o aparelho na cama, levar mais de 30 minutos para pegar no sono por permanecer conectado, verificar o telefone sempre que acorda durante a madrugada ou fazer da tela a primeira companhia logo ao despertar. Quando esses sinais persistem e passam a comprometer a rotina e a qualidade de vida, a orientação é buscar avaliação médica.

Crianças e adolescentes sofrem impactos ainda maiores

Entre crianças e adolescentes, os efeitos do uso de telas antes de dormir tendem a ser mais intensos. Isso ocorre porque o cérebro ainda está em processo de desenvolvimento e apresenta maior sensibilidade tanto aos estímulos luminosos quanto ao prazer proporcionado pelos conteúdos digitais.

No caso dos adolescentes, existe ainda uma tendência natural de dormir e acordar mais tarde. O uso do celular durante a noite pode acentuar essa característica, atrasando ainda mais o início do sono e reduzindo o tempo disponível para descanso, especialmente em dias de aula.

Mudanças simples ajudam a melhorar a qualidade do sono

Especialistas recomendam evitar o uso do celular e de outros dispositivos eletrônicos pelo menos uma hora antes de dormir. Também é aconselhável não utilizar o aparelho já deitado na cama, desligar as notificações durante a noite e manter o telefone fora do alcance das mãos na hora de dormir.

Para substituir o tempo diante da tela, atividades relaxantes costumam ser mais eficazes na preparação do organismo para o descanso. Leitura, audiolivros, música tranquila e tarefas manuais contribuem para reduzir os estímulos cerebrais e favorecer um sono mais rápido, contínuo e reparador.

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